Estes quase 4 anos de universidade, me trouxe muitas aprendizagens, muita satisfação e algumas inquietações.
A satisfação está no fato de que certas teorias e discussões levantadas vieram confirmar o que já fazia na prática. Afinal pelas respostas que os alunos iam dando ao que propunha, percebi as necessidades de mudar minhas estratégias.
As aprendizagens foram proporcionadas especialmente pelo embasamento teórico recebido.
No entanto, ainda há alguns aspectos a melhorar. Me refiro a apropriação das ferramentas tecnológicas. Como já coloquei em postagem anterior, superei várias dificuldades, evolui no domínio destes recursos no que se refere ao aspecto pessoal. Porém ainda não me sinto segura para trabalhar com os alunos. Para mim ainda é difícil elaborar uma aula onde os alunos possam fazer uso destes recursos. Preciso buscar maiores subsídios para desenvolver uma boa aula virtual, onde os alunos realmente aperfeiçoem a aprendizagem, dominem este saber e como conseqüência utilizá-lo posteriormente nos diversos aspectos de suas vidas. Não quero apenas uma reprodução no computador do que é feito na sala de aula com as ferramentas tradicionais (quadro, giz, caderno, etc). Este é meu desafio daqui pra frente.
sábado, 19 de junho de 2010
quarta-feira, 9 de junho de 2010
PASSEANDO POR NOVO HAMBURGO
A semana que passou apesar de curta em função do feriado foi bastante significativa e proveitosa. Com certeza muitas aprendizagens se realizaram, afinal finalmente o passeio pelo centro de Novo Hamburgo, tão aguardado, se concretizou.
Pude observar o quanto o passeio foi esclarecedor para a grande maioria, já que as informações passadas em sala de aula puderam ser visualizadas. E sabemos muito bem que ao visualizar, interagir, sentir-se dentro do contexto, traz ao aluno muito mais significação, muito mais sentido.
Trabalho em uma realidade bastante precária e a visão de mundo que meus alunos tem é muito limitada. As vivências fora da comunidade na qual vivem são muito restritas.
Desta forma, ao proporcionar um passeio que aos olhos de outros possa parecer corriqueiro, para estas crianças é fundamental, pois é uma forma de ampliar seus horizontes, fazer com que lancem um olhar para além dos arredores da escola, da sua casa, enfim da comunidade onde estão inseridos.
Alguns já conheciam o centro da cidade, todavia não tinham percebido muitos lugares como igrejas ou monumentos existentes na conhecida “Praça das Pombas”, na verdade Praça do Imigrante. Esta constatação está nos relatos que fizeram oralmente através dos questionamentos que propus, depois que retornamos para a escola. Um aluno me disse: “ Ah professora! Eu vou no centro com a minha mãe, passo pela Praça das Pombas mas não tinha prestado atenção que tem estátuas e monumentos. A gente passa muito ligeiro.” Outra aluna falou: “Eu não sabia que tinha uma igreja tão grande”, referindo-se a Catedral São Luiz. Essa fala das crianças retrata o momento que estamos vivendo. Um cotidiano extremamente imediatista onde não temos tempo para parar observar, conhecer, reconhecer se quer o lugar onde vivemos. Isto resulta na perda de identidade, de referenciais históricos que nos façam compreender o presente e valorizar nossa terra, nossas origens. Nos valorizarmos enquanto povo, enquanto cidadão. Mais do que nunca é imprescindível a escola redimensionar a importância dos Estudos Sociais no cotidiano da sala de aula. Aqueles que estavam indo para o centro pela primeira vez, acharam tudo muito bonito, diferente, tudo era novidade. Aos poucos foram percebendo que o bairro Santo Afonso, que o centro são partes de um mesmo espaço chamado Novo Hamburgo mas com suas peculiaridades.
Finalizando, a grande unanimidade foi o Espaço Cultural Albano Hartz. Lá puderam admirar obras de um dos mais renomados artistas plásticos hamburguense: Marciano Schimitz. Meus alunos ficaram encantados com os quadros expostos. Chamaram a atenção para o tamanho dos mesmos e os detalhes das pinturas. Uma aluna me disse: Profe parece de verdade. Como ele consegue pintar assim? Os alunos demonstraram muita sensibilidade pois sentiram-se tocados pela arte. Cada vez mais me convenço que necessitamos proporcionar as nossas crianças vivências como esta. Quando ocorre o estímulo, as potencialidades vem à tona. Vamos dar oportunidade à nossas crianças. Elas tem muito a aprender e muito a nos ensinar também.
Pude observar o quanto o passeio foi esclarecedor para a grande maioria, já que as informações passadas em sala de aula puderam ser visualizadas. E sabemos muito bem que ao visualizar, interagir, sentir-se dentro do contexto, traz ao aluno muito mais significação, muito mais sentido.
Trabalho em uma realidade bastante precária e a visão de mundo que meus alunos tem é muito limitada. As vivências fora da comunidade na qual vivem são muito restritas.
Desta forma, ao proporcionar um passeio que aos olhos de outros possa parecer corriqueiro, para estas crianças é fundamental, pois é uma forma de ampliar seus horizontes, fazer com que lancem um olhar para além dos arredores da escola, da sua casa, enfim da comunidade onde estão inseridos.
Alguns já conheciam o centro da cidade, todavia não tinham percebido muitos lugares como igrejas ou monumentos existentes na conhecida “Praça das Pombas”, na verdade Praça do Imigrante. Esta constatação está nos relatos que fizeram oralmente através dos questionamentos que propus, depois que retornamos para a escola. Um aluno me disse: “ Ah professora! Eu vou no centro com a minha mãe, passo pela Praça das Pombas mas não tinha prestado atenção que tem estátuas e monumentos. A gente passa muito ligeiro.” Outra aluna falou: “Eu não sabia que tinha uma igreja tão grande”, referindo-se a Catedral São Luiz. Essa fala das crianças retrata o momento que estamos vivendo. Um cotidiano extremamente imediatista onde não temos tempo para parar observar, conhecer, reconhecer se quer o lugar onde vivemos. Isto resulta na perda de identidade, de referenciais históricos que nos façam compreender o presente e valorizar nossa terra, nossas origens. Nos valorizarmos enquanto povo, enquanto cidadão. Mais do que nunca é imprescindível a escola redimensionar a importância dos Estudos Sociais no cotidiano da sala de aula. Aqueles que estavam indo para o centro pela primeira vez, acharam tudo muito bonito, diferente, tudo era novidade. Aos poucos foram percebendo que o bairro Santo Afonso, que o centro são partes de um mesmo espaço chamado Novo Hamburgo mas com suas peculiaridades.
Finalizando, a grande unanimidade foi o Espaço Cultural Albano Hartz. Lá puderam admirar obras de um dos mais renomados artistas plásticos hamburguense: Marciano Schimitz. Meus alunos ficaram encantados com os quadros expostos. Chamaram a atenção para o tamanho dos mesmos e os detalhes das pinturas. Uma aluna me disse: Profe parece de verdade. Como ele consegue pintar assim? Os alunos demonstraram muita sensibilidade pois sentiram-se tocados pela arte. Cada vez mais me convenço que necessitamos proporcionar as nossas crianças vivências como esta. Quando ocorre o estímulo, as potencialidades vem à tona. Vamos dar oportunidade à nossas crianças. Elas tem muito a aprender e muito a nos ensinar também.
ALUNO COM DÉFICIT DE APRENDIZAGEM
Como coloca Jean Piaget é pelo interacionismo que a criança constrói sua aprendizagem . A sua capacidade cognitiva associada aos estímulos externos que recebe, as vivências, experiências e as condições que lhe são proporcionadas contribuem para que o processo se construa.
É imprescindível relacionar a alfabetização com o letramento a fim de que a criança perceba a importância, o significado do mundo das letras.
Todavia, quando tais estímulos e condições ideais para o desenvolvimento pleno da criança aliada ao déficit cognitivo, a aprendizagem não acontecerá de forma satisfatória. Trago este assunto visto que em minha turma tenho um aluno multi repetente, 14 anos. Ele não consegue acompanhar os demais colegas, mais novos. Lê com muita dificuldade. O mais grave está na escrita, já que não consegue escrever quase nada. Cheguei a pensar que talvez a letra cursiva seria um empecilho para que conseguisse escrever. Solicitei que usasse a letra script ou escrevesse tudo com letras maiúsculas. Para minha angústia, aconteceu o mesmo. O menino escreve apenas o que está memorizado. Apesar da minha pouca experiência com alfabetização posso afirmar que ele não é sequer pré-silábico. Coloca as letras aleatoriamente.
Este menino precisa de um atendimento especializado (psicológico, psicopedagógico), a fim de que se tenha um perfil deste aluno que explique o porquê de tanta dificuldade. Ele não tem nenhum laudo médico. Veio para a escola na 2ª série e segundo uma colega que foi sua professora, onde estudava anteriormente a mãe fazia os encaminhamentos necessários. Na troca de escola, porém, ela não deu prosseguimento ao tratamento e “abandonou” o filho neste sentido. Como conseqüência ele não se desenvolve.
Minha reflexão é a seguinte: o que fazer, como fazer se o meio em que vive não oferece condições para avançar na aprendizagem. Como avaliar um aluno assim? Aprová-lo? Mas em que condição? Reprová-lo? Nada acrescentará, permanecerá estagnado. Nestes 20 anos de sala de aula, creio que este está sendo um dos casos mais complicados. Me sinto angustiada por não conseguir ajudá-lo. Como será o futuro deste menino?
É imprescindível relacionar a alfabetização com o letramento a fim de que a criança perceba a importância, o significado do mundo das letras.
Todavia, quando tais estímulos e condições ideais para o desenvolvimento pleno da criança aliada ao déficit cognitivo, a aprendizagem não acontecerá de forma satisfatória. Trago este assunto visto que em minha turma tenho um aluno multi repetente, 14 anos. Ele não consegue acompanhar os demais colegas, mais novos. Lê com muita dificuldade. O mais grave está na escrita, já que não consegue escrever quase nada. Cheguei a pensar que talvez a letra cursiva seria um empecilho para que conseguisse escrever. Solicitei que usasse a letra script ou escrevesse tudo com letras maiúsculas. Para minha angústia, aconteceu o mesmo. O menino escreve apenas o que está memorizado. Apesar da minha pouca experiência com alfabetização posso afirmar que ele não é sequer pré-silábico. Coloca as letras aleatoriamente.
Este menino precisa de um atendimento especializado (psicológico, psicopedagógico), a fim de que se tenha um perfil deste aluno que explique o porquê de tanta dificuldade. Ele não tem nenhum laudo médico. Veio para a escola na 2ª série e segundo uma colega que foi sua professora, onde estudava anteriormente a mãe fazia os encaminhamentos necessários. Na troca de escola, porém, ela não deu prosseguimento ao tratamento e “abandonou” o filho neste sentido. Como conseqüência ele não se desenvolve.
Minha reflexão é a seguinte: o que fazer, como fazer se o meio em que vive não oferece condições para avançar na aprendizagem. Como avaliar um aluno assim? Aprová-lo? Mas em que condição? Reprová-lo? Nada acrescentará, permanecerá estagnado. Nestes 20 anos de sala de aula, creio que este está sendo um dos casos mais complicados. Me sinto angustiada por não conseguir ajudá-lo. Como será o futuro deste menino?
sábado, 22 de maio de 2010
NOVAS APRENDIZAGENS
Uma das coisas que mais tem sido significativo para mim e contribuído para minha aprendizagem, são as aulas de reforço que realizo no turno contrário a minha turma. As aulas acontecem uma vez por semana durante toda a tarde. Atendo 3 anos distintos. São alunos do 2º, 3º e 4º ano do Ensino Fundamental de 9 anos.
Desde o ano passado vivo esta experiência. Me refiro especialmente ao 2º ano (correspondente a 1ª série), visto que é neste período que se inicia a alfabetização. Sempre trabalhei com a antiga 4ª série (16anos) e também 3ª e 5ª série. Séries nas quais teoricamente o aluno já vem com a escrita e leitura dominadas, cabendo a nós, oferecer subsídios para o aluno aperfeiçoar tais saberes e iniciar outros.
Trabalhando com estas séries e agora anos, não sabemos como o aluno construiu sua aprendizagem, as hipóteses que formulou para atingir o domínio da leitura e escrita.
Agora, acompanhando os alunos que estão neste processo de construção, torna-se mais compreensível certas deficiências, certas carências que alguns alunos levam para os anos seguintes. A apropriação da leitura e escrita é um processo muito complexo e requer do educador além do conhecimento teórico, muita sensibilidade para perceber o que o aluno necessita e construir, portanto, estratégias para que o aluno descubra o significado do mundo das letras, do mundo das palavras.
Mais do que nunca, lembro do que falava uma ex-diretora minha. De que toda a professora deveria passar pela 1ª série (atual 2º ano), para compreender como os alunos descobrem e se apropriam deste saber.
Desde o ano passado vivo esta experiência. Me refiro especialmente ao 2º ano (correspondente a 1ª série), visto que é neste período que se inicia a alfabetização. Sempre trabalhei com a antiga 4ª série (16anos) e também 3ª e 5ª série. Séries nas quais teoricamente o aluno já vem com a escrita e leitura dominadas, cabendo a nós, oferecer subsídios para o aluno aperfeiçoar tais saberes e iniciar outros.
Trabalhando com estas séries e agora anos, não sabemos como o aluno construiu sua aprendizagem, as hipóteses que formulou para atingir o domínio da leitura e escrita.
Agora, acompanhando os alunos que estão neste processo de construção, torna-se mais compreensível certas deficiências, certas carências que alguns alunos levam para os anos seguintes. A apropriação da leitura e escrita é um processo muito complexo e requer do educador além do conhecimento teórico, muita sensibilidade para perceber o que o aluno necessita e construir, portanto, estratégias para que o aluno descubra o significado do mundo das letras, do mundo das palavras.
Mais do que nunca, lembro do que falava uma ex-diretora minha. De que toda a professora deveria passar pela 1ª série (atual 2º ano), para compreender como os alunos descobrem e se apropriam deste saber.
sábado, 15 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
A HORA DO CONTO AINDA ENCANTA
Nesta reflexão semanal gostaria de me deter neste assunto. Em uma época em que a agressividade se manifesta de forma cada vez mais violenta, dentro do ambiente escolar e fora dele, e tendo como protagonistas alunos cada vez menores, a que se destacar quando os alunos ainda se deixam encantar por histórias de contos de fadas, de magia e encantamento.
Nesta semana levei meus alunos para um momento diferente. Eles foram assistir a uma hora do conto em uma escola vizinha, a qual promovia sua Semana Literária.
Espectadores atentos, não perderam um só detalhe da narrativa, um só movimento da contadora. E o mais importante: identificaram a mensagem que a bela história da joaninha quis passar. A mensagem de que o importante é a amizade, a partilha, a solidariedade e não o egoísmo. Claro que a maneira como a história foi contada, envolvendo alguns recursos e também a performance da narradora contribuiu para prender a atenção dos mesmos. No entanto, no meu ponto de vista, quando a criança se deixa envolver, se deixa levar, por uma história é porque sua sensibilidade, sua ingenuidade estão ali prontas para serem tocadas, envolvidas.
Minha colega que desenvolve a hora do conto semanalmente, já havia me falado da atenção que meus alunos dedicam a este momento, ouvindo, participando, interagindo. Isto me deixa muito feliz e motivada a ir além, proporcionar mais momentos como este. E não necessariamente levando-os para outros eventos, mas no dia-a-dia da sala de aula.
Partindo deste pressuposto devemos investir em momentos como este, a fim de recuperar o que está se perdendo atualmente: a capacidade de se emocionar, de sonhar, de sentir.
Enquanto educadora cabe a mim investir mais em literatura, proporcionar aos meus alunos várias formas de leitura para que desenvolvam a habilidade da escrita, da interpretação, da leitura fluente. Mas principalmente que os alunos percebam que o mundo dos livros, das histórias tem muito a lhes oferecer. Entre elas resgatar valores morais, éticos. Resgatar a pureza que cada um traz consigo em detrimento do lado perverso que está banalizando-se.
Relato aqui a reflexão semanal que postei no pbwiki por considerar que cabia também como relato de aprendizagens. Através de uma experiência com meus alunos acrescente a minha aprendizagem enquanto professora.
Nesta semana levei meus alunos para um momento diferente. Eles foram assistir a uma hora do conto em uma escola vizinha, a qual promovia sua Semana Literária.
Espectadores atentos, não perderam um só detalhe da narrativa, um só movimento da contadora. E o mais importante: identificaram a mensagem que a bela história da joaninha quis passar. A mensagem de que o importante é a amizade, a partilha, a solidariedade e não o egoísmo. Claro que a maneira como a história foi contada, envolvendo alguns recursos e também a performance da narradora contribuiu para prender a atenção dos mesmos. No entanto, no meu ponto de vista, quando a criança se deixa envolver, se deixa levar, por uma história é porque sua sensibilidade, sua ingenuidade estão ali prontas para serem tocadas, envolvidas.
Minha colega que desenvolve a hora do conto semanalmente, já havia me falado da atenção que meus alunos dedicam a este momento, ouvindo, participando, interagindo. Isto me deixa muito feliz e motivada a ir além, proporcionar mais momentos como este. E não necessariamente levando-os para outros eventos, mas no dia-a-dia da sala de aula.
Partindo deste pressuposto devemos investir em momentos como este, a fim de recuperar o que está se perdendo atualmente: a capacidade de se emocionar, de sonhar, de sentir.
Enquanto educadora cabe a mim investir mais em literatura, proporcionar aos meus alunos várias formas de leitura para que desenvolvam a habilidade da escrita, da interpretação, da leitura fluente. Mas principalmente que os alunos percebam que o mundo dos livros, das histórias tem muito a lhes oferecer. Entre elas resgatar valores morais, éticos. Resgatar a pureza que cada um traz consigo em detrimento do lado perverso que está banalizando-se.
Relato aqui a reflexão semanal que postei no pbwiki por considerar que cabia também como relato de aprendizagens. Através de uma experiência com meus alunos acrescente a minha aprendizagem enquanto professora.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
INTERDISCIPLINARIDADE
Um dos desafios da educação hoje é o desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar.
No decorrer dos anos a educação deu-se de forma segmentada. No entanto em muitos momentos as disciplinas se interligam. Um mesmo assunto pode aparecer em mais de uma disciplina só que analisada, estudada sob outro enfoque. Mas um complementa o outro.
O que nos deixa apreensivas enquanto educadoras é encontrar este elo, esta ligação. Ao falar-se em interdisciplinaridade pensamos que devemos fazer com que aconteça de qualquer forma. Acabamos cometendo um equívoco. Forçamos algo acontecer, o que acaba interferindo na aprendizagem de forma negativa, pois ficam lacunas. A interdisciplinaridade tem que acontecer naturalmente.
A maneira como elaboramos nosso planejamento, objetivos e temáticas que elegemos é que trarão esta interdisciplinaridade. Este processo se constrói paulatinamente da mesma forma como acontece com as crianças que adquirem e se apropriam da leitura e da escrita.
Faço esta afirmação pois este é o processo que vivencio no momento. O desafio de trabalhar interdisciplinarmente. A minha dificuldade maior é estabelecer ligação entre assuntos referentes a Ciências e Estudos Sociais. Nem sempre é possível haver a interdisciplinaridade.
Já entre Estudos Sociais, Português e Matemática tenho conseguido um resultado melhor. Por exemplo: estou trabalhando nesta semana a criação do planeta e o surgimento do homem em Estudos Sociais. Aproveitarei para trabalhar a história dos números. Um assunto está complementando o outro. Em português aproveito o conhecimento adquirido nas temáticas abordadas para o desenvolvimento da leitura, escrita, interpretação.
É mais um aprendizado nesta longa caminhada como docente. Aprendendo com os alunos, aprendendo com os erros, aprendendo com a teoria, aprendendo com a prática.
No decorrer dos anos a educação deu-se de forma segmentada. No entanto em muitos momentos as disciplinas se interligam. Um mesmo assunto pode aparecer em mais de uma disciplina só que analisada, estudada sob outro enfoque. Mas um complementa o outro.
O que nos deixa apreensivas enquanto educadoras é encontrar este elo, esta ligação. Ao falar-se em interdisciplinaridade pensamos que devemos fazer com que aconteça de qualquer forma. Acabamos cometendo um equívoco. Forçamos algo acontecer, o que acaba interferindo na aprendizagem de forma negativa, pois ficam lacunas. A interdisciplinaridade tem que acontecer naturalmente.
A maneira como elaboramos nosso planejamento, objetivos e temáticas que elegemos é que trarão esta interdisciplinaridade. Este processo se constrói paulatinamente da mesma forma como acontece com as crianças que adquirem e se apropriam da leitura e da escrita.
Faço esta afirmação pois este é o processo que vivencio no momento. O desafio de trabalhar interdisciplinarmente. A minha dificuldade maior é estabelecer ligação entre assuntos referentes a Ciências e Estudos Sociais. Nem sempre é possível haver a interdisciplinaridade.
Já entre Estudos Sociais, Português e Matemática tenho conseguido um resultado melhor. Por exemplo: estou trabalhando nesta semana a criação do planeta e o surgimento do homem em Estudos Sociais. Aproveitarei para trabalhar a história dos números. Um assunto está complementando o outro. Em português aproveito o conhecimento adquirido nas temáticas abordadas para o desenvolvimento da leitura, escrita, interpretação.
É mais um aprendizado nesta longa caminhada como docente. Aprendendo com os alunos, aprendendo com os erros, aprendendo com a teoria, aprendendo com a prática.
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