domingo, 8 de novembro de 2009

O PAPEL DA AVALIAÇÃO

A escola tornou-se uma instituição que gasta mais tempo dizendo o que os alunos sabem do que fazendo-os avançar. É o que diz Philipe Pierrenoud, professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Genebra.
Este dizer o que os alunos sabem se resume a notas informadas no boletim para simplesmente satisfazer os pais, afinal os mesmos na maioria das vezes não tem meios de interpretar informações sobre a aprendizagem de seus filhos sob uma perspectiva mais clínica, qualitativa, com relação a objetivos, níveis de domínio, linhas de progressões. Aos pais isso não importa. O apego as notas, além da familiaridade com esse sistema, tem a ver antes de tudo com o sentimento de que são indicadores claros e precisos das chances de êxito escolar.
No entanto, as notas mascaram os verdadeiros desafios. O desafio docente é antes de mais nada consiste me saber fazer um balanço analítico das aquisições, em medir o trajeto percorrido, em identificar os obstáculos e as resistências, em promover regulação. Na aquisição de notas está inserida uma questão. Os professores são capazes de regular de forma cada vez mais perspicaz as aprendizagens de seus alunos. Um professor não pode avaliar de maneira formativa se não souber com bastante precisão em que consiste os funcionamentos intelectuais a serem desenvolvidos em seus alunos, sua gênese e suas condições.
Formação didática precisa nas disciplinas ensinadas, conhecimento profundo das teorias do desenvolvimento e aprendizagem, domínio dos instrumentos de observação e diálogo metacognitivo são necessários para fazer do erro uma “ferramenta de ensinar” (Astolfi 1997).

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